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Ontem realizou-se a primeira sessão do ciclo "Um café com...", sendo o convidado o Dr. Paulo Rangel.
Este ciclo está a ser organizado pela Comissão Política do Núcleo Litoral do Porto do PSD e dificilmente poderia arrancar de forma mais positiva: um tema actualíssimo, um convidado extremamente conhecedor e comunicativo, um debate animado e uma sala cheia tornaram esta iniciativa um sucesso!
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De facto, o interesse que esta primeira sessão despertou foi enorme, tornando a sala pequena para todos os militantes e amigos que compareceram (mais de 60 pessoas), como podem ver pelas fotografias.
Depois das boas-vindas e de uma breve introdução pelo Presidente da Comissão Política, Francisco Marques de Aguiar, deu-se a intervenção inicial do orador convidado.
O tema, conforme foi dito, era extremamente actual: "Enfrentar a Crise: Portugal e a Europa".

Nessa intervenção inicial, o Dr. Paulo Rangel analisou a crise que actualmente enfrentamos, suas causas e condicionalismos.
Seguidamente, apontou soluções: em primeiro lugar, colocar as finanças públicas em ordem e fazê-lo não apenas por via do aumento da receita mas também por via do corte na despesa; em segundo lugar, levar a cabo algumas rupturas necessárias na nossa sociedade.
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De entre essas rupturas necessárias, destacam-se a ruptura na Educação e a ruptura na Justiça.
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Antes de mais, uma ruptura na Educação, que termine com vias facilitistas que em nada beneficiam os alunos e que, inclusive, contribuem para o agravamento das desigualdades sociais.
Depois, uma ruptura na Justiça, que a torne mais eficiente e rápida nos seus processos, estando o orador descrente que a actual reforma do mapa judiciário venha a atingir os objectivos pretendidos.
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O Dr. Paulo Rangel não deixou de referir que estas serão as duas rupturas mais importantes, mas não as únicas necessárias. Há outras rupturas que também são precisas, como por exemplo a do mercado de trabalho.
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Finalmente, deixou claro que os líderes políticos não podem tentar escamotear as dificuldades à nossa frente nem tentar ocultar os sacrifícios que iremos necessariamente ter de assumir.
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É fundamental que a liderança política fale verdade e, portanto, que explique serem precisos sacrifícios. Mas é também essencial que a liderança política explique para quê: os Portugueses estarão dispostos a fazer os sacrifícios necessários desde que saibam para que é que vão fazer esses sacrifícios.
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Depois dessa intervenção inicial, seguiu-se um período de debate em que foram colocadas várias questões. Foi uma excelente oportunidade que os militantes do PSD/Litoral aproveitaram inteiramente, discutindo com o orador vários temas. Desde logo, os temas relacionados com a crise financeira, mas também outros temas tão variados quanto a situação económica, a crise no Magrebe e Médio Oriente ou a situação política nacional.
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Um sucesso a repetir!
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